IA

De quem parte, usualmente se diz, fica a lembrança. No entanto, bem sabemos, lembranças e heranças, quando é o caso, são objetos de partilha. E de maneira consensual ou litigiosa, os despojos daquele que partiu são distribuídos entre os familiares. Inevitavelmente, alguns bens, por serem investidos de uma dimensão simbólica e afetiva, ficam sob a tutela do guardião do “museu familiar”. Entre esses bens, fotografias isoladas ou reunidas num álbum apresentam a qualidade de ser um dos mais preciosos “lugares da memória” familiar. | Nelson Schapochnik, Cartões-postais, álbuns de família e ícones da intimidade. In: Nicolau Sevcenko e Fernando A. Novais (Orgs.). História da Vida Privada no Brasil – Volume 3: República: da Belle Époque à Era do Rádio

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Parlamentar

Uma base de dados talvez não muito explorada pelos pesquisadores é o Arquivo Histórico Parlamentar. Essa base, segundo a descrição oficial, contém:

a informação estruturada de acordo ​com as normas internacionais de descrição arquivística, relativa a todos os documentos produzidos e recebidos pela instituição Parlamentar no decorrer da sua atividade, desde 1821, quando se reuniram pela primeira vez as Cortes Gerais, até à atualidade.

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Exilados

A pena de degredo – exílio involuntário com aproveitamento da mão-de-obra do degredado – foi aplicada em Portugal durante sete séculos até ser abolida do Código Criminal português em 1954. Aqueles que cometiam atos considerados ofensivos à Coroa ou à Igreja eram frequentemente obrigados ao exílio nas colônias, onde eram forçosamente integrados à economia local. Mas houve também aqueles que recorreram ao exílio voluntário para salvar a própria pele.

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Médicos

“Médico” desde sempre foi coisa rara e cara. Era aquele que “curava e aplicava remédios”, segundo o dicionarista Bluteau. Em Portugal, a ciência se dividia em dois ramos: um erudito, exercido por médicos formados, outro, mais prático, desempenhado por cirurgiões, barbeiros e parteiras, que realizavam sangrias, extraíam dentes e, quando possível, tratavam de ossos quebrados. | Mary Del Priore – Histórias da Gente Brasileira – Volume 1

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