Até onde pude averiguar, e contando minha árvore já com cerca de 500 antepassados diretos e indiretos, boa parte de minha família paterna vivia entre Bragança (Carrazeda de Ansiães), Vila Real (São Mamede de Ribatua) e Viseu (Tabuaço, Tarouca), ou seja, entre o norte e o centro de Portugal.
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Padrinho
A escolha dos padrinhos não era algo trivial em Portugal nos séculos passados. O princípio geral, nos informam Queiroz e Moscatel, era de que para apadrinhar uma criança, antes do século XX, bastava ser batizado e poder comungar. Sendo assim, um menor de idade poderia se tornar padrinho de seu irmão mais novo.
Exorcismos
A pesquisa genealógica frequentemente nos apresenta surpresas sobre antepassados de cuja existência jamais suspeitamos. Essas surpresas, no entanto, nem sempre são agradáveis. É verdade que ninguém deseja descobrir que um antepassado cometeu um furto ou algo mais drástico, como um homicídio ou até o suicídio, mas foi exatamente este último caso o que descobri em minha pesquisa.
Misto
Os assentos paroquiais, como já informei em outro texto, eram os meios de registro dos principais eventos da vida das pessoas – nascimento e batismo, casamento e óbito – até que tais registros passassem a ser feitos em conservatórias de registos civis, os cartórios portugueses, a partir de 1911.
Desafio
O doutor médico José Pinto do Souto (?-1842) é um personagem interessante de minha árvore genealógica: foi pai do bacharel José Pinto Rebello de Carvalho (1788-1870), exilado durante a Guerra Civil por resistir à causa absolutista de d. Miguel, irmão de Pedro IV (Pedro I do Brasil); foi pai do tenente Caetano Pinto Rebello (1792-1876), que serviu com as forças leais a Pedro IV na guerra pelo liberalismo constitucionalista; e foi avô de dona Maria Adelaide de Sá Meneses (1826-1878), cujo cadáver incorrupto deu origem ao culto da ‘servinha’ na região de Tabuaço, em Viseu.