De quem parte, usualmente se diz, fica a lembrança. No entanto, bem sabemos, lembranças e heranças, quando é o caso, são objetos de partilha. E de maneira consensual ou litigiosa, os despojos daquele que partiu são distribuídos entre os familiares. Inevitavelmente, alguns bens, por serem investidos de uma dimensão simbólica e afetiva, ficam sob a tutela do guardião do “museu familiar”. Entre esses bens, fotografias isoladas ou reunidas num álbum apresentam a qualidade de ser um dos mais preciosos “lugares da memória” familiar. | Nelson Schapochnik, Cartões-postais, álbuns de família e ícones da intimidade. In: Nicolau Sevcenko e Fernando A. Novais (Orgs.). História da Vida Privada no Brasil – Volume 3: República: da Belle Époque à Era do Rádio